Processamento Auditivo se refere ao conjunto de habilidades que o sistema nervoso realiza com o objetivo de “decifrar” os sons detectados pelo ouvido, a fim de garantir ao indivíduo a eficiência na comunicação (oral ou escrita), mesmo em situações pouco favoráveis (ruidosas, reverberantes, em grupo, etc).

O aparelho auditivo já está formado na décima sexta semana de vida intrauterina. O feto já é capaz de escutar os sons internos do corpo da mãe, como os batimentos cardíacos, bem como sua voz e sons próximos. As habilidades auditivas, no entanto, não estão prontas e disponíveis ao nascimento. Ao contrário, vão se desenvolvendo de forma progressiva e contínua, dependendo da integridade física e dos estímulos auditivos aos quais o bebê é exposto.

Pais e educadores ficam em dúvida a respeito da necessidade ou da possibilidade de encaminhar para a Avaliação do Processamento e sua reabilitação.

Existe um comportamento auditivo esperado para cada etapa, previsto desde o nascimento.

Bebês podem ser avaliados com o objetivo de detectar precocemente prejuízos do processamento, o que assegura a estimulação fonoaudiológica precoce com o objetivo principal de favorecer a aquisição da linguagem. Um acompanhamento trimestral para avaliação é primordial em casos de risco como: prematuridade, baixa oxigenação durante o parto, internação na UTI e outros problemas neonatais.

Alguns testes que compõem a Avaliação do Processamento Auditivo podem ser realizados a partir dos 4 anos de idade e são largamente utilizados na triagem escolar, com grande vantagem, uma vez que alterações detectadas precocemente, possibilitam o direcionamento da estimulação em sala de aula e evitam complicações futuras.

A Avaliação do Processamento Auditivo é uma avaliação comportamental não invasiva realizada através de uma bateria de testes indicados e corrigidos com critério específico para cada faixa etária. O fonoaudiólogo dispõem de testes pediátricos realizados em cabine acústica, propostos para avaliar crianças a partir de 5 anos de idade, outros a partir de 6 anos já podem ser realizados.

A Avaliação do Processamento Auditivo em idade pré escolar permite a detecção de habilidades auditivas prejudicadas, o que garante sua reabilitação imediata, de forma adaptada às condições, à capacidade de concentração, ao grau de agitação motora e aspectos emocionais de cada criança.

Embora alguns serviços de audiologia estipulem idade mínima para realização da avaliação aos 7 anos e reabilitação auditiva em cabine a partir de 11 anos, a avaliação e terapia do processamento jamais deverá esperar que a criança cresça, para depois remediar. A integridade auditiva é essencial para o desenvolvimento da linguagem e da alfabetização. Seria um grande engano permitir que as alterações detectadas interfiram em todo o desenvolvimento. Sanar os atrasos de maturação das áreas auditivas antes da alfabetização formal é uma intervenção precoce rápida e eficaz, que poupa tantas dificuldades nas séries iniciais, com sofrimentos e danos para a auto estima e no vínculo com a aprendizagem, tão custosos para as crianças, pais e educadores.

Maria José Lopes de Andrade, Fonoaudiologia da CLIA Psicologia, Saúde & Educação.

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