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Pai: fundamental para o desenvolvimento da criança

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“Um pai muitas vezes suplanta a sabedoria de mais de uma centena de mestres.”

(Cecília Antunes)

Foi-se a época em que o papel do pai limitava-se ao de trabalhar para prover o lar e se responsabilizar pelas decisões importantes a serem tomadas em casa, delegando à mulher a função de cuidar do lar e da educação dos filhos.

Os tempos modernos trouxeram a necessidade de uma redefinição do papel social tanto da mulher e do homem, e este vem percebendo que criar vínculos afetivos mais profundos com seus filhos é positivo não apenas para as crianças, mas para também para si próprio.

A Função do Pai no Desenvolvimento do Filho

Reconhece-se hoje o quanto é fundamental a participação do pai no desenvolvimento do filho desde a gestação, momento este no qual ele se depara geralmente com um aumento de sensibilidade da mulher e com a possibilidade de vivenciar momentos de instabilidade emocional, sentimentos de maior necessidade de proteção, dentre outros e faz parte importante de seu papel colaborar com a estabilidade emocional desta durante toda a etapa gestacional.

Porém, é preciso atentar para o fato de que este pai, por sua vez, também sente necessidade de afeto e compreensão, o que faz importante que as manifestações de carinho sejam recíprocas e que seja permitido a ele partilhar da gestação o máximo possível, participando das consultas, obtendo informações sobre seu bebê, tocando a barriga, falando com o bebê, para que, depois de nascer, esse bebê possa reconhecer em sua voz sensações positivas.

O Homem tem Papel Fundamental no Momento do Parto

No momento do parto, apesar da participação maior ser biologicamente de responsabilidade da mãe, o homem tem um papel fundamental na troca afetiva com a mulher bem como nos primeiros contatos com seu bebê. Alguns estudos apontam para o fato de que os pais que tiveram contato com seus filhos nos primeiros momentos de vida puderam estabelecer com estes relações mais próximas quando comparados àqueles que não tiveram.

E após o nascimento?

É natural que a mulher entre numa relação muito estreita, e necessária, com seu bebê e que talvez o homem sinta-se deixado de lado, até mesmo deslocado nesta relação.

Então, que posição cabe a ele nesta nova relação que se estabelece? Notamos uma maior disponibilidade dos homens em dividirem as tarefas práticas com os bebês, como trocar fraldas, dar banhos, mamadeiras e sem sombra de dúvida isso favorece seu vínculo com os filhos. Porém seu papel neste momento vai muito além disso.

A Fundamental presença do Pai

A mulher vive uma relação mãe-bebê muito intensa, para dedica todo o seu tempo, toda a sua atenção e sua energia, dormindo pouco, deixando a si mesma e a outros afazeres num segundo plano, para ser neste momento o que chamamos de uma mãe suficientemente boa nesta fase de vida de seu filho.

É um momento em que podemos dizer que a mãe está alimentando o bebê de si mesma, e, para que este processo ocorra de maneira bem sucedida, ela precisa ser alimentada por alguém: o pai! É a ele que cabe o papel de ajudar a mãe a manter-se disposta a cuidar bem de seu filho neste momento.

Muitos especialistas pontuam o risco do aparecimento da depressão pósparto nas mulheres durante este período.

Importante ressaltar que pesquisas recentes apontam para o fato de que este quadro não é exclusividade feminina. Os homens também correm o risco de viver episódios como este e devem ser encaminhados a tratamentos adequados.

Este período, como todos, é transitório, e logo a criança se desenvolve e começa a estabelecer uma interação mais direta com o pai e é importante ter em mente que, desde muito pequena, a criança tem necessidade de referência e valores que estarão presentes até a vida adulta.

Porém, nos primeiros anos de vida esses valores têm um peso significativo e deve haver uma coerência entre o que é discursado e o que é praticado.

Daí mais uma vez a importância do homem dispor de um tempo efetivo para o filho, para brincar, contar os acontecimentos do dia, contar histórias, criar momentos de intimidade essenciais para que seja fortalecido o vínculo e para dar parâmetros de comportamento à criança.

Cabe ao pai também dar limites e soltar as amarras do filho, uma vez que a mãe tem uma tendência natural para transmitir valores como acolhimento e proteção. Seu papel é fundamental para ajudar a criança a construir sua autonomia, soltar-se para a vida, desenvolver a agressividade natural para a vida, balanceando desta forma a tendência mais acolhedora e protecionista da mãe.

A Figura Masculina do Pai

Além disso tudo, o homem colabora para que os filhos, meninos e meninas, conheçam e compreendam o universo masculino, o que é de fundamental importância para o desenvolvimento de sua personalidade.

Não se deve pensar, entretanto, que uma criança impossibilitada de conviver com o pai, por qualquer motivo que seja, esteja fadada a ser infeliz ou problemática. Claro que faz falta! Por isso mesmo que recomenda-se na falta do pai, procurar representar a figura paterna por um tio, um avô ou algum adulto do sexo masculino que tenha uma participação ativa e importante na vida da criança.

Como se pode perceber, o papel do pai, assim como o da mãe, é muito importante para a vida psíquica da criança e tem influência direta para toda a vida, para uma boa ou uma má formação pessoal.

Ana Paula Magosso Cavaggioni psicóloga da Clia Psicologia e Educação
Psicóloga Clínica

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