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O que o Bebê Precisa Encontrar na Escola

Atualmente, no Brasil, são poucas as mulheres que tem possibilidades de ficar em casa e cuidar de seu bebê durante os primeiros 3 anos de vida, pois contribuem de forma significativa com a renda familiar e não podem exceder seu tempo de licença maternidade. Além disso, a falta de redes familiares nas grandes cidades as deixam ainda mais desamparadas e sem alternativas do que fazerem com seus filhos quando precisam retornar ao trabalho, e os berçários muitas vezes são a opção mais segura que encontram.

Mas, o que se deve esperar acerca da educação de bebês? Do que eles precisam? Eles encontram o que precisam nos berçários e creches?

No Brasil, a necessidade de um local que cuidasse das crianças enquanto as mães dedicavam-se ao trabalho começou a surgir a partir do século XIX, e elas atendiam não apenas aos filhos de operárias, mas também filhos de escravas que trabalhavam como empregadas domésticas.

As então chamadas creches, atualmente denominadas Centro de Educação Infantil, surgiram como uma alternativa que reduzisse o índice de abandono infantil, pois essas crianças eram inicialmente abandonadas por suas mães, que não podiam mais oferecer os cuidados necessários, nas chamadas Casa dos Expostos.

Creches e os Cuidados

Com o passar do tempo, foi sendo inserida nas creches uma preocupação higiênica sanitária visando diminuir a mortalidade infantil, resultado da precariedade das condições de vida na época da tentativa de se encontrar um equilíbrio na ordem social que estava ameaçada.

Portanto, as creches foram por muito tempo assistencialistas, destinadas as crianças abandonadas e de classe baixa, tentando garantir a sobrevivência das mesmas. Sem dúvidas, isso é o mínimo que um bebê precisa encontrar num berçário.

O crescimento das creches no Brasil foi intensificado na década de 80, com a entrada cada vez mais expressiva da mulher no mercado de trabalho, e já na Constituição de 1988, a educação de qualidade de crianças pequenas em creches foi reconhecida como direito da criança e dever do estado, e foi incluída na política educacional, passando a seguir uma concepção pedagógica.

As leis de Diretrizes da Educação

A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN) lei n. 9.396/96 caracteriza a Educação Infantil (creche e pré-escola) como primeira etapa da Educação Básica e o educador desta etapa da vida da criança passa a ser reconhecido como profissional docente, passando ainda a regulamentar o atendimento às essas crianças.

A partir de então, as creches tornaram-se obrigadas a elaborar e executar uma proposta pedagógica e passou-se a dar atenção à capacitação dos professores responsáveis pelo atendimento de crianças de zero a seis anos de idade. Mas o que esperamos, pedagogicamente falando, que os Centros de Educação Infantil ofereçam aos nossos bebês em seu início de vida escolar, a partir dos 4 ou 6 meses de idade, quando normalmente se encerra o período de licença maternidade no Brasil?

E o que é esperado de uma capacitação para docentes desta faixa etária?

O que temos assistido é, desde a década de 90, quando surgiram as primeiras discussões acerca da construção de uma política de educação infantil acompanhada de uma proposta pedagógica para o trabalho educativo nas creches, uma insistência de que as creches tornem-se espaços educacionais, em prol de um “modelo escolarizante”.

Atualmente, algumas mães, quando iniciam sua jornada em busca de uma escola onde possam deixar seus bebês e ficarem seguras e tranquilas que estarão bem cuidados enquanto trabalham, deparam-se com escolas que oferecem programações para os bebês, com aulas e atividades e perspectivas de receber no final do ano algum material produzido por seus bebês, que ainda não são biologicamente capacitados a realizarem garatujas. Sem contar as grandes escolas que abarcam todo o ciclo educacional, que se orgulham de preparar seus alunos em direção ao vestibular desde o berçário.

Será que é disso que os bebês precisam?

Adquirir habilidades e conhecimentos pedagógicos? Serem motora e sensorialmente estimulados? De professores capazes de prover-lhes impecavelmente os cuidados físicos e transmitir-lhes conhecimentos?

Cada vez mais cedo nossas crianças são expostas a situações de estimulação, a brinquedos e atividades tecnológicas, além de exigências precoces de independência e autonomia, em detrimento do contato humano, dificultando o desenvolvimento das relações intersubjetivas e a mediação de sentimentos e emoções, colocando-os em situação de risco de problemas de desenvolvimento que podem se manifestar através de sintomas como, por exemplo, dificuldades vinculares, dificuldades no sono ou alimentação, problemas com controle esfincteriano, irritabilidade, excesso de agitação, dificuldades na interação afetiva e intersubjetivas, que levam mães aflitas aos consultórios psicológicos em busca de orientação e cuidados para seu bebê.

A responsabilidade dos educadores envolvidos com os cuidados do bebê vai muito além de conhecer e estabelecer diretrizes e objetivos pedagógicos, ou limitar-se a garantir os cuidados físicos do bebê.

Eles têm o privilégio, e devem ter o comprometimento, de serem parte importante, ao lado dos pais, do desenvolvimento psíquico deste ser e de sua constituição enquanto sujeito, sem o que torna-se impossível o desenvolvimento das habilidades cognitivas tão importantes para a aquisição do saber escolar.

Então, do que precisa o bebê na escola?

Ele precisa que de alguma forma o cuidado e a atenção oferecidos a ele sejam como uma continuação dos cuidados maternos.

É claro que as educadoras não se transformaram em mães ou as substituirão! Mas devem poder exercer junto a esse bebê uma “função materna”, como se diz na psicanálise, que antigamente era uma função exercida quase que exclusivamente pelas mães, mas atualmente as avós, babás e educadoras também precisam exercê-la.

A função materna é essencial para a organização psíquica do bebê, e é a partir desta organização psíquica desenvolvida através do relacionamento com a mãe, ou a educadora responsável por exercer esta função, que ele vai conquistando a capacidade de se relacionar com o mundo e a cultura em que está inserido, inclusive com a aprendizagem, que se deve ser objetivada num momento bem posterior.

A função Materna, é Desempenhada por quem ?

Dessa forma, função materna é desempenhada pela pessoa que cuida, alimenta, olha nos olhos da criança, ouve o que ela diz, está atenta aos seus sinais orgânicos e emocionais e uma série de pequenas atividades que permitam à criança perceber-se como um ser único, amado, desejado e importante, o que é essencial para um desenvolvimento sadio.

E, como este bebê de fato é um ser único, esses cuidados devem estar ajustados às necessidades de cada criança, pois cada ser humano responderá ao ambiente de forma própria, apresentando, a cada momento, condições, potencialidades e dificuldades diferentes.

E a condição de uma educadora disponibilizar-se internamente para os cuidados singularizantes com cada bebê sob sua responsabilidade é algo que não se adquire em cursos de capacitação pedagógica, adquire-se a partir de sua própria história de vida.

O bebê precisa, enfim, de alguém que o ame e o singularize!

E é basicamente disso o que ele precisa da escola.

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