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Os 5 Mitos e Verdades sobre a Saúde do Prematuro

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Meu bebê prematuro vai ter problemas de saúde mais tarde?

Cada bebê é diferente, portanto não há uma resposta que sirva para todos. De modo geral, quanto menor e mais prematura tiver nascido a criança, maior será a probabilidade de ela ter alguma sequela futura.

Poucos são, contudo, os bebês considerados prematuros extremos. A maioria, cerca de 80 por cento, nasce entre 32 e 36 semanas, passando, assim, mais tempo no útero e melhorando as chances de crescer em perfeita saúde.

Quais são os problemas de saúde mais comuns dos prematuros?

É comum que os prematuros tenham problemas respiratórios logo ao nascer. Isso acontece porque os pulmões não chegaram a amadurecer antes do parto. Assim, o bebê pode precisar de um aparelho de ventilação mecânica ou de um dispositivo menos agressivo, chamado CPAP (sigla em inglês para pressão positiva contínua das vias aéreas).

Alguns bebês recebem alta com indicação de oxigenoterapia domiciliar, ou seja, ainda recebem oxigênio em casa, por algum tempo. Leia mais sobre como cuidar do seu prematuro em casa.

Há bebês prematuros que nascem com problemas cardíacos, que podem precisar de cirurgia. Logo depois do nascimento, os prematuros também ficam mais vulneráveis a hemorragias cerebrais, a infecções graves e a transtornos intestinais.

É comum ainda que prematuros sofram de anemia, o que significa ter baixa contagem de glóbulos vermelhos no sangue.

Bebês com anemia podem ter dificuldade para se alimentar e, em função disso, acabar crescendo mais devagar. Anemia pode também agravar problemas cardíacos ou pulmonares.

Prematuros terão problemas de saúde para o resto da vida?

Talvez o médico já tenha conversado sobre algum problema mais permanente. Se não, não há o que fazer, é preciso esperar para ver e acompanhar a evolução do bebê rotineiramente com o pediatra.

Pais que já passaram por isso dizem que a melhor saída é não fazer muitos planos de longo prazo, ir vivendo um dia de cada vez, alegrando-se com as pequenas conquistas.

É consenso em diversas áreas científicas, dentre elas a medicina, a psicologia, a psicanálise, a fisioterapia, a terapia ocupacional e a fonoaudiologia, que os bebês nascidos prematuros apresentam risco aumentado para problemas de desenvolvimento. Então, antes de tudo, vamos entender de qual desenvolvimento estamos falando.

Falando sobre desenvolvimento podemos nos referir tanto ao crescimento, quanto ao desenvolvimento biológico e funcional ou ao desenvolvimento psíquico. Nós vamos nos ater aqui a abordar a prematuridade e o risco para o desenvolvimento psíquico, mas antes vamos diferenciar essas 3 instâncias do desenvolvimento para delimitar nosso objeto de estudo.

Quanto mais cedo o bebê tiver nascido, e quanto menor ele for, maiores são os riscos. Lembre-se: cada bebê é de um jeito, e todo dia crianças surpreendem os médicos nas UTIs neonatais.

O bebê prematuro vai ser sempre menor que as outras crianças?

O tamanho do bebê realmente vai depender bastante de com quantas semanas ele nasceu.

Ainda assim, os cuidados com os prematuros têm melhorado ao longo dos anos, o que também se reflete no potencial que eles têm para crescer e ganhar peso.

Pelo menos até seu filho fazer 3 anos, o pediatra que o acompanha provavelmente vai levar em conta o fato de ele ter sido prematuro na hora de medi-lo e pesá-lo.

É verdade que prematuros têm dificuldade de aprendizado na escola?

Muito do que se fala sobre isso é resultado de estudos com bebês prematuros extremos, que correm mais risco de ter sequelas.

Porém, os casos de prematuros extremos são mais raros, e que cada semana que a criança passa a mais dentro do útero aumenta muito a chance de não apresentar problemas de aprendizado.

Embora grande parte dos prematuros não desenvolva alterações neurológicas graves, estes estão mais propensos a apresentarem alterações e/ou desvios em suas aquisições e desenvolvimento nas áreas motora, linguística e cognitiva.

E podem apresentar no futuro, distúrbios de aprendizagem, déficits de atenção, problemas de comportamento, déficits na coordenação motora, percepção viso-espacial e dificuldades de linguagem.

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Isto está relacionado com o fato deste bebê ser privado de um importante processo de desenvolvimento cerebral intra-uterino, que normalmente ocorre nas três últimas semanas de gestação. As áreas mais afetadas desse desenvolvimento são: memória, coordenação visomotora e linguagem.

Por isso, consequentemente, a criança poderá apresentar prejuízos na aprendizagem escolar. Por apresentarem atrasos nos períodos iniciais da linguagem verbal, estas crianças também apresentam riscos para o desenvolvimento do aprendizado escolar adequado, podendo persistir até a vida adulta.

Assim, a partir dos riscos que crianças prematuras apresentam no seu desenvolvimento de linguagem, pode-se hipotetizar que mesmo após o início da verbalização, seu ritmo de evolução seja mais lento do que crianças nascidas a termo, e podem existir diferenças no desenvolvimento entre a linguagem receptiva e expressiva.

A identificação destas alterações, principalmente antes do período de escolarização, auxilia no prognóstico.

As dificuldades de aprendizagem podem estar relacionadas com alterações no processo de desenvolvimento do aprendizado da leitura, escrita e raciocínio lógicomatemático, associadas a comprometimento da linguagem oral e podem ser entendidas como um indicador tênue de alterações neurofuncionais menores.

De qualquer maneira, observe atentamente o desenvolvimento cognitivo da criança, com a ajuda do pediatra e dos professores, para procurar ajuda logo, se ela for necessária.

Prematuros podem ter problemas de visão e até ficar cegos?

Prematuros correm o risco de ter uma doença chamada retinopatia da prematuridade, principalmente quando nascem com baixíssimo peso, menos de 1 kg, e recebem altas concentrações de oxigênio. A doença é bastante comum, mas tem tratamento desde que acompanhada.

Especialistas recomendam que prematuros tenham os olhos examinados por um oftalmologista entre 4 e 6 semanas.

O acompanhamento oftalmológico deve ser mais frequente que entre crianças nascidas com o tempo de gestação normal, porque também há um risco maior de outros problemas, como o estrabismo.

A ação dos pais é importante, já que esse acompanhamento acontece quando o bebê já teve alta hospitalar. O ideal é levar o bebê a uma consulta ao oftalmologista a cada seis meses, até completar 2 anos, mesmo que ele não tenha tido retinopatia da prematuridade.

Mas o fundamental é ter em mente que a maioria dos prematuros desabrocha com o crescimento, apesar do comecinho de vida mais desafiador.

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