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Conheça 7 Fatos Que Você Não Conhecia Sobre o Autismo!

1 – Quais são os primeiros sinais do autismo numa criança?

Segundo o DSM-V, o transtorno do espectro autista é definido pela presença de déficits em três domínios: interação social reciproca, comunicação e linguagem e comportamentos repetitivos, limitados ou estereotipados com inicio antes dos 3 anos de idade.

Os primeiros sinais do autismo podem ser identificados já nos primeiros meses de vida, como a dificuldade do bebe em sustentar o olhar do outro e na interação social reciproca, dentre outros e é importantíssima a identificação precoce do autismo pois os estudos científicos já comprovam o melhor prognostico da intervenção precoce.

2 – Autismo pode ser hereditário?

Existem indícios de fatores hereditários incidirem na ocorrência do autismo, mas há muitas controvérsias com relação as causas do autismo.

Porém, é inquestionável entre os especialistas, a complexidade do quadro Artísitico, a multiplicidade de fatores que mostram-se concomitantemente presentes na ocorrência do autismo, de ordem psíquica, ambiental, biológica e possivelmente genética e a necessidade de intervenções múltiplas no tratamento.

3 – Com que frequência no Brasil e no mundo são diagnosticados casos de autismo?

A incidência de casos de autismo vem crescendo ao longo dos anos, não sabe-se ao certo o porquê mas tanto a maior conscientização e possibilidades de diagnostico como a ampliação do espectro autista vem impactando com altos números encontrados.

Pesquisa realizada em 2010 pelos estados Unidos, aponta uma prevalência de 1 para cada 68 crianças com oito anos de idade, sendo 4 a 5 meninos para uma menina.

Em 2006, eram de 1 para cada 110 crianças. Um aumento media de 56% comparado aos números encontrados em 2002. No Brasil os estudos epidemiológicos são mais recentes e apontam para uma prevalência de 0,3%, dos 12 milhões de habitantes na cidade de São Paulo e 40000 casos de autismo.

4 – Que médico é preciso procurar na dúvida dos primeiros sinais?

O pediatra é o médico que está na atenção primaria aos bebês e crianças, e deveriam ser estes os primeiros a identificarem os primeiros sinais de autismo e realizar o encaminhamento para psicólogos, psiquiatras e neurologistas. Porem, pelo grande volume de trabalho e a necessidade de realizar consultas mais rápidas para atender a demanda, estes sintomas muitas vezes passam despercebidos.

O ideal é que as crianças consideradas de risco ao nascer (prematuras, com internações precoces, nascidas com baixo peso, nascidos com síndromes ou com problemas no parto), folhos de emas adolescentes, bebes adotivos ou qualquer outra criança que inspire preocupação nos pais passem por uma consulta e façam acompanhamento com uma equipe interdisciplinar (com psicólogos, fonoaudiólogos, fisioterapeutas, por exemplo) que possa identificar estes sintomas o mais cedo possível e encaminhar para as intervenções adequadas.

Não ha remédios para o autismo, mas a intervenção precoce permite comprovadamente um melhor diagnostico com avanços nas três áreas afetadas: linguagem e comunicação, interação social reciproca e comportamentos estereotipados.

5 – Como é o processo de diagnóstico? Quais exames são feitos e por que?

O diagnóstico é essencialmente clinico, e comumente norteia-se pelos critérios estabelecidos por DSM-IV (manual de Diagnostico da Sociedade Norte-americana de psiquiatria) e pelo CID-10 (classificação Internacional de Doenças da OMS), não havendo exames laboratoriais que detectem a presença do espectro autista.

Porém, existem instrumentos padronizados que facilitam a identificação de sinais de risco para autismo, como questionários, roteiros de observação do desenvolvimento infantil e indicadores de risco psíquico que oferecem a médicos e psicólogos a possibilidade de identificar precocemente sinais de risco desde o primeiro mês de vida, o que é importantíssimo pois a intervenção precoce é fundamental para um melhor prognostico e para uma atuação na linha da prevenção primaria e secundaria.

6 – A partir que idade é preciso ter mais atenção aos primeiros sinais?

Deve-se estar atento ao desenvolvimento do bebe desde o seu nascimento, sem fazer disso um peso. Afinal, é natural que os pais, em especial a mãe nos primeiros meses de vida, sintam quando algo não vai bem com bebe, ou que ele não responde como deveria, não a olha, não interage.

Mais uma vez reforço, quanto mais cedo forem detectados os sinais de risco de autismo, mais precocemente inicia-se a intervenção e melhor o prognostico da criança.

7 – Casos de autismo sobem para um a cada 68 crianças

No fim dos anos 1980, uma a cada 500 crianças era diagnosticada com autismo. Hoje, a taxa é uma a cada 68. O significativo aumento chamou atenção até da ONU (Organização das Nações Unidas), que classificou o distúrbio como uma questão de saúde pública mundial. Mas, afinal, o que fez com que aumentasse tanto o número de crianças diagnosticadas? Leia aqui o Motivo!

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