A dislexia pode ser definida como uma perturbação específica da aprendizagem com origem neurobiológica. Caracteriza-se por dificuldades no reconhecimento preciso e/ou fluente de palavras escritas, por dificuldades ortográficas e por dificuldades na decodificação. Estas dificuldades resultam, frequentemente, de um déficit no componente fonológico da linguagem. São inesperadas, dado o nível de outras capacidades cognitivas e a existência de uma instrução adequada. Nas consequências secundárias é possível incluir problemas na compreensão da leitura e reduzida experiência de leitura, o que pode dificultar o crescimento do vocabulário e do conhecimento geral.

A importância do diagnóstico de dislexia tem sido amplamente discutida e defendida. Desta forma o emprego de testes padronizados contribui para uma avaliação objetiva. Vários autores têm apresentado informações importantes sobre a aplicação de testes de nomeação rápida na avaliação de dislexia.

As habilidades necessárias para a nomeação rápida envolvem atenção ao estímulo, processos visuais responsáveis pela discriminação, identificação da letra e o seu padrão, estocagem de representações ortográficas e fonológicas, integração da informação semântica e conceitual e ativação motora para a articulação.

O presente estudo tem por objetivo caracterizar o desempenho de sujeitos com diagnóstico interdisciplinar de dislexia na prova de nomeação automática rápida.

Para entender como diagnosticar a dislexia, é importante saber que ela não é uma doença, senão um distúrbio genético e neurobiológico que independe da preguiça, falta de atenção ou má alfabetização. É claro que os sintomas da dislexia variam de acordo com os diferentes graus do transtorno, mas a pessoa tem dificuldade para decodificar as letras do alfabeto e tudo o que é relacionado à leitura. O disléxico não consegue associar o símbolo gráfico e as letras ao som que eles representam. Podem confundir direita com esquerda, no sentido espacial, ou escrever de forma invertida, ao invés de “vovó”, “ovóv”, “topa” por “pato”. A dislexia também gera a omissão de sílabas ou letras como “transorno” para “transtorno”, até mesmo a confusão de palavras com grafia similar, por exemplo, n-u, w-m, a-e, p-q, p-b, b-d… Ter a necessidade de seguir a linha do texto com os dedos é outro sintoma de dislexia. O indivíduo sofre com a pobreza de vocabulário, escassez de conhecimento prévio, confusão com relação às tarefas escolares, podendo resultar num atraso escolar.

Ter dislexia não é o fim do mundo, o disléxico não é deficiente. Fique tranquilo! Ele pode ser uma pessoa saudável e inteligente, porém com dificuldade acima do comum em aprender a ler. Geralmente, o disléxico possui um QI normal ou até mesmo acima do normal. É de extrema importância descartar a ocorrência de deficiências visuais e auditivas, déficit de atenção e problemas emocionais que possam dificultar o aprendizado, só assim os sintomas já citados poderão ser sinais de dislexia.

Quanto antes descobrir a dislexia, melhor para evitar rótulos depreciativos ao portador, dificuldades com os colegas na escola, constrangimento no local de trabalho, problemas de relacionamento seja com amigos, parceiros ou familiares.

Dicas : Como Identificar a dislexia.
Alguns sinais que podem diagnosticar a dislexia:
– incompreensão na leitura ultrapassa a fase de alfabetização;
– a leitura é silabada;
– faz adivinhações, por exemplo, entende a palavra “famoso” como “família”. (esta última é mais frequente);
– troca, omite ou inverte as letras durante a leitura;
– substituição: “todos” por “totos”;
– omissão: “Chuva forte” por “chuva fote”;
– acréscimo de letras ou sílabas: “Estranho” por “estrainho”;
-separação: “Está embaixo da cama” por “Está em baixo da cama”ou “Caiu uma chuva” por “caiu um a chuva”;
-junção: “A lua está entre as nuvens” por “Alua está entreas nuvens”.

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