Atualmente no mundo, de cada dez crianças, uma está acima do peso. Mais do que a possibilidade de um jovem enfrentar problemas de saúde em decorrência do sobrepeso, o gordinho convive com um outro mal, talvez muito pior: a discriminação e o menosprezo.

Não é raro o garoto considerado o mais pesadinho da turma ser colocado como goleiro em atividades futebolísticas, pois assim “atrapalhará menos o rendimento do time”, já que não terá o mesmo ritmo dos demais coleguinhas. Da mesma forma que a menina obesa nunca consegue o papel de destaque em teatrinhos ou outras histórias, sendo sempre deslocada para as funções de coadjuvante.

A rejeição em atividades coletivas nessa fase pode se agravar, tornando-se uma espécie de bola de neve, já que a criança gordinha passa a se afastar das tarefas importantes para o desenvolvimento motor e ósseo. Sem esses exercícios físicos a tendência é o aumento de peso.

Uma boa opção para evitar que isso aconteça é investir em esportes individuais, como judô, dança e natação, onde a criança não é tão pressionada a obter um rendimento satisfatório, diferentemente de outros exercícios coletivos.
Além de serem preteridos pelos colegas nas atividades físicas, os fofinhos, na grande maioria dos casos, passam a ser alvos de gozações, recebendo apelidos que nem sempre o agradam. interferindo diretamente no rendimento escolar e, em alguns casos, causando depressão.

Dicas
Evitar abusos na alimentação, como sorvetes, refrigerantes e outros doces. A criança não está preparada para comer alimentos de jovens e adultos. Incentivar a prática de atividades com bola.

Cada vez mais comum no mundo atual, o vídeo game é o prato cheio para uma vida sedentária, pois desestimula outras atividades energéticas. E como todos sabem, sedentarismo não combina com infância. Equilibrar o tempo do vídeo game com outros esportes é uma dica interessante.

Visto com desconfiança pelos demais companheiros, o gordinho tende a se desdobrar para mostrar que também tem sua importância no ambiente. Por serem motivos de chacota e estarem fora dos padrões de beleza impostos pela mídia, os obesos têm que fazer muita força para agradar. É comum o gordinho ser o ‘palhaço’ da turma, sendo a gordinha aquela que dá cola para todo mundo num dia de prova. Uma das maneiras de reduzir o abismo da descrença por parte dos gordinhos é mostrar que as diferenças existem nas mais variadas maneiras, o que não significa que a felicidade não seja possível.

Descobrir que as pessoas valem pelo que elas realmente são e não por quanto elas pesam, dentro de um ambiente positivo e de compreensão, vai contribuir para que as crianças e os adolescentes se aceitem e se gostem.

Raptando aquele antigo provérbio alardeado nos tempos de nossos avós de que “todo gordinho tem grande coração”. Pergunto: não chegou a hora do fofinho ser feliz não só para os outros, mas ser feliz para si também?

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