Até meados dos anos 1990, para ser considerada autista, a criança precisava não interagir socialmente nem se comunicar. Depois foi considerado que ela precisava ter alguma alteração na qualidade da comunicação e da interação social em comparação com outras da mesma idade. Com isso, houve uma expansão no diagnóstico. Ao mesmo tempo, houve um grande aumento do conhecimento sobre o transtorno, tanto entre os médicos quanto na comunidade em geral. No fim dos anos 1990, as pessoas passaram a falar mais sobre autismo, as famílias de autistas criaram grupos para discutir o assunto. E quanto mais se fala, mais o autismo passa a ser reconhecido pelos médicos e pelas famílias.

Os estudos mostram que a primeira manifestação do autismo é a anormalidade no contato visual. Crianças dentro do espectro, mesmo pequenas, têm pouco interesse ao olhar para pessoa, preferem observar objetos e, quando olham para indivíduos, tendem a focar no corpo e na boca.

O atraso na fala não é necessariamente o primeiro sintoma, mas quase sempre é o mais percebido pelos pais. Outro sintoma do autismo é a falta de resposta quando a criança é chamada pelo nome e a falta de atenção conjunta. Essa é a base do déficit de interação social do autista: ele não se preocupa com o acontece à sua volta.

O tratamento do autismo é multifuncional e multidisciplinar, precisa englobar a família e profissionais da área. Quanto mais precoce é o diagnóstico e o tratamento, melhor o prognóstico da criança no futuro. Quanto mais cedo o diagnóstico é feito, os serviços de intervenção podem ser colocados em prática. Isso ajuda a reduzir a gravidade dos sintomas da criança e permite o desenvolvimento de forma mais natural.

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